domingo, outubro 13, 2013

OS GENERAIS PRESIDENTES X O PRESIDENTE "TRABALHADOR"







Sou casado com a Isolda Médici Crisóstomo, sobrinha e afilhada de batismo do Presidente Médici, tanto que ele 1970 (como Presidente) foi a Bagé para ser nosso padrinho de casamento.


Mas o que gostaria de repassar são duas historias verídicas, para ressaltar o caráter deste Presidente Militar.


Em uma ocasião, durante seu governo, foi construída uma estrada moderna unindo as cidades de Bagé e Livramento. O Presidente Médici tem uma fazendola (digo isto porque ela é realmente pequena), herança de seus avos. Acontece que esta fazendola, quando do projeto inicial, não estava no eixo desta estrada moderna. Médici foi consultado para saber se gostaria, se com um pequeno ajuste, a estrada viesse a passar na fazendola. A reação do Presidente foi imediata; proibiu que se fizesse alteração no projeto com este objetivo.


Em outra ocasião sabedor que haveria um aumento no preço da carne, por repasses de vantagens do Governo, mandou que seu filho Sérgio vendesse uma "ponta" de gado, que já estava pronta, ANTES do aumento, para que não viessem a dizer ele se beneficiou com ao aumento.


O Presidente Médici não morreu pobre, afinal veio da classe média e nela permaneceu. Morreu com o mesmíssimo patrimônio que tinha ao chegar à Presidência. Seus filhos, noras, netos e demais familiares jamais tiraram vantagens econômicas pelo cargo de seu parente ilustre.


Este e outros exemplos nos enchem de orgulho, de ter o PRESIDENTE MÉDICI deixado este legado de honra, civismo e respeito ao Povo Brasileiro.


Pouco depois que cheguei a Berlim, o Presidente Geisel visitou a Alemanha. o Prefeito Stobbe subiu a escada do avião e recebeu Geisel no alto da escada e desceu com ele. Eu estava em baixo e havia dias antes feito a visita habitual ao Prefeito. Quando cumprimentei Geisel, o Prefeito disse mais ao menos isso em alemão: "Presidente, o seu Cônsul deve ser muito importante, pois acabou de chegar e já trouxe o Presidente a Berlim" Geisel sorriu.Uns meses depois a filha Lucy esteve em Berlim num programa cultural.Acompanhei-a durante o dia. Perguntei a ela se o pai falava alemão. Respondeu que não, talvez tivesse uma vaga noção. Explicou que sua mãe falava alemão, mas que o pai de Geisel era muito rigoroso e no tempo da guerra, como era proibido falar alemão, seu avô (opai de Geisel) fazia questão que se falasse só português em casa e não ensinou alemão aos filhos.


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ASSIM SÃO ESSES "ESTRANHOS" "MILICOS"! E falava-se horrores do Andreazza...Que estaria riquíssimo, que teria ganho de presente das empreiteiras, um edifício na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, que não tinha mais onde guardar dinheiro.


Não sei se Amália Lucy Geisel ainda estará viva. Pouco mais velha do que eu, tinha alguns problemas de saúde. Pois bem: ela era Professora do Colégio Pedro II e, mesmo quando o pai era Presidente, ia de casa ao trabalho de ônibus. Cansei de encontrá-la neles, ela e eu a caminho do centro do Rio. Meu pai chamava isso de "os três dês do milico": decência, decoro, discrição". Primeiro, morreu o Cel. Mário Andreazza. Quando Ministro dos Transportes, foi responsável pela construção da ponte Rio-Niterói, obra que teve empréstimo inglês de 2 bilhões de dólares (Sim! Dois bilhões! De dólares!). Por ocasião de sua morte, seus 37 colegas de turma tiveram de fazer uma vaquinha para que o corpo pudesse ser transladado para o Rio Grande do Sul.


Portanto, depois de gerenciar tanta verba pública, bem administrada, diga-se de passagem, morreu pobre. Já em 2003, foi a vez de Dona Lucy Beckman Geisel. Seus últimos anos de vida, viveu de forma pobre e discreta. Morreu em acidente de carro na lagoa Rodrigo de Freitas. Ano passado, foi a vez de dona Dulce Figueiredo, que ficou viúva em 1999, do último Presidente militar.


Em 2001, devido a problemas financeiros, teve que organizar um leilão para vender objetos pessoais do marido. Foi a forma que encontrou para sobreviver dignamente.


Faça suas comparações com os políticos de hoje e compare o estilo de vida do último presidente brasileiro, de sua mulher, que frequentam o mais caro cabeleireiro do Brasil, as mais caras butiques, os mais caros cirurgiões plásticos, gastou os mais altos valores do cartão de crédito, que não precisava prestar contas. Nunca fez um trabalho social pelo Brasil. Só o que fez foi viajar com o marido por todos os lugares do mundo, às expensas do suor dos brasileiros trabalhadores.Seus filhos enriqueceram da noite para o dia.


Isto é que são políticos "populares".


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PAZ & BEM !!!




2 comentários:

Magui Só disse...

Não sei se a pessoa tem conhecimento mas quando eu fui a Teresópolis pelo Projeto Rondon, Geisel era presidente e lá conheci um cara que me disse que havia doado as telhas da casa de Geisel na cidade.Eu fiz uma aposentadoria do Montepio Militar, paguei , nunca recebi nada e não se fala mais nisso.Era ligado ao exército com milicagem mandando.E, não acredito que as viúvas ou filhas tivessem ficado à mercê da miséria pois recebem ou recebiam aposentadoria de presidente e de general visto que a lei proibindo acumular é recente.Quanto a leiloar as jóias nada tem a ver com pobreza mas com o hábito de nãos e usar mais jóias de verdade como as que haviam antigamente. Eu, por sinal estou tentando vender meu bracelete que comprei quando tinha 19 anos, à prestação sendo professora, há décadas ( Vou evitar dizer quantos para não espantar seus leitores pois velho é tratado como lixo)e ninguém quer por não ter onde usar. E, eu usava até dentro do ônibus pois naquele tempo, todos usavam ônibus e não havia a ladroagem que assola o proletariado e a classe dominante. Se vc souber quem queria, custa 12 mil reais.O mundo é outro e a ditadura tem muito a ver com isso. Desculpe,não quero discordar mas contribuir com o debate pois mas ser velho é chato pra caramba pois somos mais que testemunhas do tempo, somos partícipes.

Silvana disse...

Meu anjo,como disse a Magui,o mundo é outro.O problema que ela citou sobre o Montepio,eu passei com o Banco Safra.Tinha uma espécie de capitalização e estou esperando até hoje pra receber ,pelo menos,o que paguei todo mes,durante anos.
Creio que,neste caso,as leis,atualmente,são mais rigorosas em favor do consumidor e isto não aconteceria.Não me parece ser problema de militar ou de petista,mas realmente dos tempos serem outros.
Como tudo na vida,há o lado bom e ruim pra tudo.O fato de vc ,por exemplo,poder criticar governos e pessoas,é realmente um avanço,pois não era permitido naquela época.
Por outro lado,como sua leitora tbem disse,hoje vc não pode desfrutar de nenhuma jóia nas ruas,sob risco de assalto.Enquanto naquela época as coisas eram bem mais tranquilas.
Bem,com relação ao post em si,eu conheci,bem de perto,parentes do Aureliano Chaves,que foi vice do Figueiredo. Familia bem culta,honesta,mineiros tradicionais e que passaram muitas dificuldades depois da morte dele.E até hoje defendem,com unhas e dentes o caráter de militares.
Hoje eu abusei.Perdão.
Bjo

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