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terça-feira, novembro 25, 2014

DORA KRAMER - O PIOR CEGO







Vejam só o senhor e a senhora que curiosa essa notícia de que o PT encomendou pesquisa para saber que história é essa de tantos brasileiros manifestarem rejeição ao partido. Por que será?

No mundo da lua, realmente seria caso de investigação profunda. Seguida de amplo debate para detectar as razões, definir responsabilidades e providenciar uma arrumação na casa. Doa em quem doer.

Consta que os petistas estão assustados com o clima da campanha e os resultados das últimas eleições. Não sabiam de nada - como é de praxe no partido - a respeito da insatisfação disseminada País afora com o acúmulo de desmandos dos seus anos de exercício de poder.

Ficaram especialmente espantados com o ocorrido em São Paulo, onde estavam certos de que bastaria somar o natural desgaste dos governos tucanos à novidade de mais uma invenção de Lula, contar com a submissão do PMDB fazendo papel de sublegenda no Estado e esperar que a seca se encarregasse do resto.

Deu-se na vida real que a fiança dos postes perdeu prazo de validade, a longevidade do PT no Planalto revelou-se mais cansativa, o candidato do PMDB preferiu prudente distância e os paulistas, em sua maioria, resolveram dizer em alto e bom som que andavam fulos da vida.

Trata-se, obviamente, de resumo simplificado de um quadro mais complexo cuja amplitude, variadas as dimensões, alcançam todo o Brasil. Razões que qualquer cidadão razoavelmente informado não ignora.

De onde é espantoso o fato de um político com a sensibilidade e o tirocínio político de Lula não ter captado a mudança de ares no ambiente. Tão incrível quanto seu desconhecimento enquanto presidente sobre o método de organização da base de sustentação do governo no Congresso, local composto por maioria de "picaretas", conforme sua avaliação quando lá conviveu como deputado.

De modo semelhante intriga como Dilma Rousseff, uma servidora exigente, competente, detalhista e centralizadora, possa jamais ter-se dado conta, enquanto ministra das Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente da República, de que havia superfaturamento nos contratos da Petrobrás, a despeito dos alertas do Tribunal de Contas da União.

Diga-se, ignorados também pelo Congresso, cuja maioria governista manteve o veto do então presidente Lula a uma decisão que suspendia obras da Petrobrás na qual havia indícios de corrupção. Na mesma época ele fazia discursos criticando duramente órgãos de fiscalização, como o TCU, dizendo que "atrapalhavam" o andamento de obras.

Em mais de uma ocasião Lula desqualificou instituições. A Justiça Eleitoral, por exemplo, por diversas vezes, chegando a debochar do valor das multas e transigindo as regras de maneira explícita. Da mesma forma, dava abrigo a atos incorretos e antiéticos de seus aliados, como José Sarney durante crise devido a privilégios no Senado e Renan Calheiros enquanto enfrentava processo de quebra de decoro.

Do alto de uma altíssima aprovação popular, Lula fez, aconteceu, desfez e o partido seguiu o modelo de completa arrogância, tratando os escândalos que surgiam jogando o lixo para baixo do tapete, contando uma mentira atrás da outra, acreditando poder fazer o Brasil todo de bobo. Ao ponto de insistir que o mensalão não existiu e que o Supremo havia atuado como tribunal de exceção, enquanto a prisão dos companheiros era vista pelo País como um avanço institucional.

Agora o PT não compreende o motivo de ser alvo de tanta "intolerância" e "preconceito". Para desvendar o mistério, encomendou uma pesquisa para consultar os eleitores de todo o Brasil a respeito.

Perceberam o senhor e a senhora? O partido só passou a se preocupar com a opinião do público sobre suas condutas diante do risco eleitoral. Deve ser por isso, por não ouvir, não querer ver e ter como única referência o poder é que as coisas acontecem e ninguém sabe de nada no PT.

DORA KRAMER é jornalista e escreve no ESTADÃO .






PAZ & BEM !!!







sexta-feira, novembro 14, 2014

FORÇAS VIVAS







Por RÔMULO BINI PEREIRA





Adolpho Bloch, um ucraniano que veio para o Brasil para fugir da revolução comunista de 1917 na Rússia, ficou impressionado com a dimensão territorial brasileira. Ele vinha de uma Europa destruída pela 1.ª Guerra, em que movimentos separatistas eclodiam em todo o continente. Aqui se tornou um grande empresário, a ponto de a mídia nacional reconhecer seu prestígio e sua influência na vida política do País. Poucos anos antes de falecer, já no final do século passado, Bloch decidiu publicar na revista Manchete, de sua propriedade, em edição especial, uma série de matérias a respeito do Exército Brasileiro, com ênfase nas vitoriosas Batalhas de Guararapes. Essa sua decisão nasceu de duas constatações: a primeira, a certeza de que os êxitos dessas duas batalhas foram um verdadeiro símbolo da unidade nacional em razão dos enfrentamentos entre os holandeses e a força formada pelo branco, o negro e o índio; a segunda, a presença das Forças Armadas, que, atuando nas fronteiras terrestre e marítima, e ainda no interior, promovia a integridade territorial do Brasil.

Se estivesse vivo, estaria hoje apreensivo e abismado com o sensível momento por que passa a Nação brasileira, em que as expressões "País dividido" e "dois Brasis" são propaladas diuturnamente. Por seu aguçado tirocínio, veria que há fissuras na integridade nacional que, dia a dia, se vão agravando e se constituindo em obstáculos que comprometem o entendimento democrático, necessário às atuais forças políticas. Tais fissuras, surpreendentemente, já são observadas no próprio seio da população. Tudo isso gera um antagonismo crescente "nunca antes visto neste país", iniciado pelo grupo que nos governa, orientado por especialistas de marketing que não se importaram em empregar, principalmente nas propagandas e nos debates eleitorais, todos os meios para que a atual "presidenta" fosse reeleita.

O pobre já está sendo jogado contra a "zelite", o trabalhador contra o patrão, o nordestino contra o sulista, o negro e o índio contra o branco. E o que é mais perigoso, abrangente e preconceituoso, o "nós contra eles". Em síntese, um verdadeiro programa de ódio que já produz na sociedade sintomas de um transtorno de natureza psicossocial em que o outro é o inimigo. E para conturbar mais o quadro, esse ódio dá sinais de que não desaparecerá tão cedo.

Em 1972 a Vila Isabel fez o povo delirar com o enredo denominado Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade. O samba tinha belos versos, como, por exemplo, "aprendeu-se a liberdade/ combatendo em Guararapes/ (...) brasileiros irmanados/ sem senhores, sem senzala". Infelizmente, o enredo da escola e o samba não estão mais em sintonia com o momento atual. Hoje há os "senhores" que atuam em todo o campo político-social, no qual grandes famílias se perpetuam em seus feudos, principalmente no Nordeste, e juntamente com grupos empresariais de poder econômico dominam o mundo político em prol de seus interesses, na maioria escusos. "Coronelismo" e corrupção estão juntos. E as atuais "senzalas", selo de um empobrecimento crescente, estão cada vez mais presentes no País, movidas e alimentadas pelas Bolsas Família e outras benesses doadas pelo governo central. Um voto imposto pelo patrão, ou seja, um voto encabrestado.

Além dessas preocupações políticas, há outras, como o rumoroso caso da Petrobrás, a fragilizada situação econômica, o baixíssimo produto interno bruto e o inevitável descontrole da inflação. Sem contar um Judiciário que em curto prazo, com a próxima indicação de novos membros do STF pelo governo central, poderá vir a ser a nova "Casa Grande", sem dúvida um perigo iminente para o artigo 101 da Constituição federal, pois poderá ser de novo ultrapassado por opção partidária e ideológica.

Oxalá as forças vivas nacionais - tais como a oposição política e a imprensa livre e sem vínculos governamentais - se conscientizem do momento crítico por que passa a Nação brasileira. Que elas lutem e impeçam a realização de mudanças propostas pelo atual governo, principalmente as que visam a implantar medidas que facilitarão o surgimento de regimes espúrios no Brasil. Que se contraponham ao que dizem os intelectuais gramscistas do Foro de São Paulo, quando apregoam que é com "pequenas vitórias que se chega à vitória final". O Decreto 8.243 (PNPS), felizmente rejeitado pela Câmara dos Deputados, foi uma das tentativas. Outras do mesmo teor poderão surgir com o objetivo de modificar estruturas e normas internas para criação de pseudodemocracias, como plebiscitos, referendos e novos decretos.

Entre as forças vivas acima mencionadas, as Forças Armadas devem ser incluídas. Elas fazem parte da sociedade e por sua presença em todo o território nacional conhecem a realidade brasileira e, sem dúvida, sabem que esses antagonismos já visíveis e crescentes poderão levar a Nação a confrontos indesejáveis, como em épocas pretéritas.

Nos 12 anos de governo petista elas permaneceram praticamente em total silêncio. Mas, agora, aspectos antagônicos e manifestos, e outros de cunho latente e sub-reptício, impõem que elas não fechem os olhos para o que está acontecendo no País e não fiquem mudas, para que não sejam acusadas de passividade ante a grave crise da História nacional. Suas ações e palavras desfrutam de alta credibilidade entre o povo brasileiro, apesar das campanhas difamatórias que vêm sofrendo nestes últimos anos. Que em seus estudos de Estado-Maior levem em consideração estes novos antagonismos presentes na vida política do País e analisem o mapa do Brasil com o resultado das últimas eleições presidenciais, para que se inteirem dos riscos que ameaçam a integridade nacional.

Este escrito não é um delírio da "direita reacionária", tampouco nenhuma "apologia golpista", mas uma posição de cidadãos conscientes que almejam um regime democrático sadio e justo para o Brasil e abominam esse arremedo de regime "populista" e desagregador que aí está!


RÔMULO BINI PEREIRA É GENERAL DE EXÉRCITO R/1, FOI CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA DEFESA






PAZ & BEM !!!







terça-feira, outubro 23, 2012

NO ESTADÃO







O Fórum dos Leitores, do Estadão publica carta muitíssimo pertinente a respeito da eleição em 2º turno em São Paulo. Transcrevo-a:


"Agradeço imensamente a Fernando Haddad por admitir que sua candidatura é parte do "projeto nacional" do PT.
Agradeço por escancarar que a meta de sua candidatura não é a administração municipal, para nela atuar com empenho e dedicação pela melhoria da qualidade de vida dos paulistanos.
Agradeço por esclarecer que, para ele e seus colegas de partido, a Prefeitura não é um fim almejado em si mesmo, mas tão somente um meio, um caminho para chegar ao objetivo maior do "projeto nacional": a hegemonia e a perpetuação do partido no poder, em todas as suas instâncias, federal, estadual e municipal - o que no passado se buscou por meio do mensalão e hoje se articula de formas talvez mais sutis, porém não menos nefastas.
Agradeço por tudo isso e torço para que tão cândida e sincera confissão de intenções alerte o máximo possível de eleitores para que reflitam se questionem sobre as consequências de eventual governo Haddad para todos nós, como paulistanos, paulistas e brasileiros".


(a) Flávio Calichman, ibracal@uol.com.br. São Paulo.


Divulguem ao máximo pessoal. Creio que esse enfoque possa afastar o petralha da Prefeitura de São Paulo.


PAZ & BEM !!!




segunda-feira, julho 30, 2012

LULISMO,MALUFISMO,PATRIMONIALISMO







Reproduzindo OPINIÃO de RICARDO VÉLEZ RODRÍGUEZ, coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas 'Paulino Soares de Sousa', da UFJF. E-mail: rive2001@gmail.com - O Estado de S.Paulo.


"Lula malufou" ou "Maluf lulou"? Eu responderia: ambas as coisas, mas Lula age como diretor da orquestra. Porque tanto Lula quanto Maluf são encarnações da cultura política patrimonialista, aquela identificada por Oliveira Vianna (em Instituições Políticas Brasileiras) como "política alimentar" e que Max Weber chamara de patrimonialismo, ou seja, aquela forma de organização política em que o Estado emerge como hipertrofia de um poder patriarcal original, que alarga a sua dominação doméstica sobre territórios, pessoas e coisas extrapatrimoniais, administrando tudo como se fosse sua propriedade. Era o que John Locke (1632-1704), na sua juventude, quando viajou pela França na época de Luís XIV, identificou como "o mal francês", na pequena obra intitulada De Morbo Gallico, fazendo referência ao absolutismo do rei que falava de si mesmo: "L'État c'est moi".


O Partido dos Trabalhadores, como demonstrou Antônio Paim na obra Para Entender o PT (Londrina: Instituto Humanidades, 2002), constitui, na História republicana contemporânea, a mais completa encarnação do patrimonialismo. Lula tem conduzido o seu partido nessa direção, afastando-o, ciosamente, dos extremos reformista-modernizador e revolucionário e conservando-o no patamar da estratégia de privatização do poder para enriquecimento próprio e dos seus confrades.


É o que o PT tem feito ao longo destes dez anos: ocupar a máquina do Estado como se fosse sua propriedade particular, tentando cooptar os outros partidos. O mensalão seria apenas expediente tático dessa estratégia. E a aproximação com as tradicionais lideranças patrimonialistas (Sarney, Maluf, etc., identificados por Lula como "pessoas especiais") constituiria uma decorrência natural dela. Nesse sentido, o ex-presidente da República prestou um grande serviço para o esclarecimento da natureza alimentar da política petista, tendo posto a nu a sua índole nitidamente patrimonialista e cooptativa. Nessa negociação de apoios cooptados entrou a própria Igreja Católica (mãe do PT, no início dos anos 1980, juntamente com o novo movimento sindical), quando pareceu afastar-se do pragmatismo lulista, que ameaçou, pela boca do ministro Gilberto Carvalho, privilegiar os evangélicos. Brizola, na sua retórica dos pampas, identificou a tendência às cooptações amplas do lulismo com aquela frase que ficou famosa: "O PT é a esquerda que a direita gosta". Trocado em miúdos, Lula tem disposição para cooptar todo mundo que apareça no cenário político, não importando a ideologia.


Lula é animado, nessa estratégia patrimonialista, pelo modelo ético identificado com o princípio de "levar vantagem em tudo", que se aproxima do imperativo comportamental totalitário ao acreditar que, nessa empreitada, "os fins justificam os meios". Essa constitui, a meu ver, a variante destrutiva do lulopetismo, que ignora qualquer outro imperativo ético, bem como a natureza das instituições republicanas, em função da estratégia dominante de conquista do poder para benefício exclusivo da agremiação partidária. Tudo deve ser cooptado: partidos da base aliada, oposição, imprensa, bem como os outros Poderes. O que resta de toda essa força centrípeta é o mar de lama a transbordar no recipiente da História republicana contemporânea. Infeliz pragmatismo que está conduzindo o Brasil à entropia da vida política e social, aproximando-nos lastimavelmente do caudilhismo peronista e do chavismo.


Octavio Paz caracterizou a feição cooptativa e punitiva do Estado patrimonial mexicano na sua clássica obra intitulada O Ogro Filantrópico (1983). Lula está deixando registrada, nos anais dessa modalidade de Estado, uma narrativa que poderíamos intitular O Ogro Pilantrópico, tamanha a desfaçatez com que o guru e os seus seguidores aceitam qualquer tipo de malfeitos, conquanto praticados em benefício da agremiação partidária e dos seus filhotes, e ameaçam, com a mais decidida perseguição, aqueles que ousarem contrapor-se ao projeto de dominação em andamento: a imprensa livre, a oposição e os empresários independentes.


A economia vai mal justamente porque, nesse terreno, impera também a cooptação, mediante a seleção prévia dos empresários amigos que serão guindados às alturas graças às benesses dos empréstimos oficiais subsidiados via BNDES. É a velha prática lusitana do pombalismo em matéria econômica, que constitui o nosso colbertismo tupiniquim. O caso Cachoeira-Delta está a revelar a extensão dessa prática deletéria na economia brasileira. De nada adiantam as articulações do PT e da base aliada para obedecer às ordens da liderança petista no sentido de criar obstáculos ao comparecimento da cúpula da empresa em questão à CPI.


A sociedade brasileira já pressente, na inflação que regressa, o tamanho do rombo. Os excedentes obtidos a partir da valorização das commodities que exportamos foram utilizados pelo governo para encher os bolsos dos companheiros ou cooptar os "movimentos sociais", deixando de fazer o dever de casa no que tange às obras de infraestrutura, que potencializariam o nosso desempenho comercial no mundo globalizado.


Especialistas calculam que o montante a ser aplicado nessas obras de infraestrutura deveria situar-se na faixa dos R$ 800 bilhões, mais ou menos a cifra que, ao longo dos governos petistas, foi despejada pelo ralo da corrupção e da cooptação. Resultados indesejáveis num mundo em grave crise financeira, que não perdoa cochilos das lideranças. Aproximamo-nos, nesse desleixo, da preguiça macunaímica do herói sem nenhum caráter que acordava, na narrativa de Mário de Andrade, pronunciando o bom-dia das sociedades sugadas pelo mostrengo patrimonialista: "Ai que preguiça!".


PAZ & BEM !!!




sábado, fevereiro 05, 2011

NA IMPRENSA




ENFIM,SÓS


Como é bom ter uma presidente que não vive esbravejando nos palanques e dividindo o País entre ricos e pobres, entre as elites e o povo e culpando os adversários políticos por todos os males do Brasil.


Que delícia não ter que ouvir todo dia a presidente dizer que o Brasil começou no dia em que ela tomou o poder e que os que a antecederam só lhe deixaram uma herança maldita.

Que alívio ter uma presidente que não se diz uma metamorfose ambulante nem tem opinião formada sobre tudo, até sobre o que totalmente ignora.

Como é edificante ter uma presidente que não se orgulhe de sua grossura e ignorância nem deboche dos que estudaram mais. Que sensacional é ter uma presidente que lê jornais. E livros!

Como é civilizado ter uma presidente que defende os direitos humanos, tanto em Guantánamo como em Cuba e no Irã. E que declara que o Brasil não deve dar opinião sobre tudo que acontece em outros países.

Como é gostoso não ouvir a presidente acusar todos que não a apoiam de ter preconceito contra pobre, nordestino e operário. Ou contra mulheres de origem búlgara de classe média.

Como é moderno ter uma presidente que não chama todo mundo de companheiro, como na antiga Cuba.

Que prazer é não ter que ouvir uma presidente dizer que o nosso sistema de saúde está próximo da perfeição.

Como é confortador ter uma presidente que não diz que o mensalão é uma farsa da imprensa golpista. E que não faz nomeações partidárias para o Supremo Tribunal Federal.

Como é animador ter uma presidente que não proclama que o Brasil está milionário e estabelece como lema de governo "fazer mais com menos".

Que vai tirar Furnas e a Funasa dos quadrilheiros do PMDB e contratar um alto executivo para a Secretaria de Aeroportos.

Que deleite é não ver todo dia as páginas dos jornais e as telas de televisão ocupadas pela presidente e suas ações, opiniões e omissões.

Como é bom para a democracia ter uma presidente que não joga para a imprensa e obriga os jornalistas a correr atrás de notícias.

Que maravilha será ter uma presidente que assuma as suas responsabilidades e faça o que tem que ser feito.


NELSON MOTTA,ontem no ESTADÃO.







PAZ & BEM !!!

terça-feira, novembro 23, 2010

NO ESTADÃO




VALE À PENA LER



 

 
UM CRIME DENTRO DO OUTRO

 

 
O desfecho do julgamento do primeiro dos sete acusados do sequestro e assassínio do então prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002, fez justiça à convicção do Ministério Público de que ele não foi vítima de um crime comum, como sustenta a Polícia paulista, mas de um crime político - encomendado, no dizer do promotor Francisco Cembranelli, "por uma corja de malfeitores, verdadeira máfia, alojada na administração petista".




O conselho de sentença que considerou culpado o réu Marcos Roberto Bispo dos Santos, condenado a 18 anos de prisão em regime fechado, acolheu por unanimidade todos os seis quesitos formulados por Cembranelli. Um deles pedia que o júri, composto por cinco mulheres e dois homens reunidos no Fórum de Itapecerica da Serra, na quinta-feira, se manifestasse sobre a tese de que o crime foi cometido mediante paga e promessa de recompensa.



É de fato inverossímil que a captura de Celso Daniel tenha sido iniciativa de uma quadrilha especializada em sequestrar pessoas de posses para obtenção de resgate. Na versão da Polícia, os sequestradores teriam confundido o prefeito com um empresário que atuava na Ceagesp. Decidiram executá-lo ao descobrir, pelo noticiário da TV, a identidade de sua presa. À época, Daniel coordenava o programa de governo do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva e era tido já então como nome certo para o seu eventual Ministério.



Ao percorrer diligentemente os meandros da tragédia, o Ministério Público encontrou um crime dentro de outro. Tratava-se do esquema de cobrança de propina de empresas que prestavam ou desejassem prestar serviços ao município. A operação - de que o prefeito estava perfeitamente a par - era capitaneada pelo seu ex-segurança e amigo próximo Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. Daniel se insurgiu contra o esquema apenas quando soube que parte do butim era embolsada por Sérgio Gomes e associados. Todo o produto das extorsões deveria ser repassado ao PT para forrar o caixa 2 do partido.



O peculiar senso ético de Daniel - que decerto ele compartilhava com muitos companheiros, dado o que se passava e viria a se passar em outras prefeituras controladas pela legenda - custou-lhe a vida. Os procuradores apuraram que, diante da decisão do prefeito de pôr fim ao pedágio espúrio no município, Gomes resolveu eliminá-lo. A Polícia, embora dissociasse uma coisa da outra, não contestou as evidências de corrupção recolhidas pelo Ministério Público. Nem poderia.



Conforme o testemunho dos irmãos de Daniel, o Sombra entregava o dinheiro ao secretário de governo de Santo André, que se incumbia de levá-lo ao presidente do partido. O secretário era Gilberto Carvalho, que viria a ser chefe de gabinete do presidente Lula e seu mais íntimo colaborador. Ele figura como réu em um processo por improbidade administrativa no município. O presidente do PT era o deputado José Dirceu, que viria a ser o "capitão do time" de Lula. Além de ter cassado o seu mandato parlamentar, está sendo processado como principal articulador do mensalão.



No julgamento dessa semana, o promotor destacou que as somas extorquidas em Santo André se destinavam a abastecer campanhas petistas, "inclusive na primeira eleição do presidente Lula". Segundo ele, "o PT depositava todas as fichas naquela campanha. Os recursos passaram a ser captados de maneira mais portentosa". Ele abordou ainda um aspecto do caso que até aqui não parecia claro: por que, antes de matá-lo, os sequestradores torturaram o prefeito nos dois cativeiros para onde foi levado? A sua execução não seria suficiente para o que o Sombra teria pretendido?



Daniel foi seviciado, apontou Cembranelli, para que revelasse onde estava um dossiê, presumivelmente compilado por ele, "com informações contra integrantes do PT". Não se sabe o que foi feito da papelada. Mas o promotor lembrou que Gilberto Carvalho foi visto em companhia de outro petista, o vereador Klinger Sousa, saindo do apartamento do prefeito no dia seguinte ao sequestro. "Celso Daniel foi varrido por uma trama macabra", afirmou Cembranelli. "Virou obstáculo, um estorvo." Talvez não apenas para os Sombras.






(  Editorial publicado no ESTADÃO no último domingo,21 de novembro )
 


 

 
 

PAZ & BEM !!!





terça-feira, março 16, 2010

"O PARTIDO DA BANDIDAGEM"



Na semana passada,o jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO",em editorial, usou palavras muito fortes e pesadas para opinar sobre o escândalo  da Bancoop ,a Cooperativa Habitacional do sindicato dos Bancários de São Paulo.

Para quem não sabe,o atual tesoureiro do PT,João Vaccari Neto foi diretor e presidente daquela Cooperativa,e segundo o jornal,responde a inquérito criminal para apurar "superfaturamento de obras,apropriação indébita,desvio de verba e formção de quadrilha".

Felizmente,para 99% dos amigos blogueiros que aqui frequentam,isto não é novidade. Apesar de sabermos que a corrupção é antiga no nosso país,nunca um partido se engajou de forma tão aguerrida e unida aos cofres públicos.

Como se todos seguissem,à risca,uma apostila distribuída aos seus filiados.

O editorial completo do ESTADÃO está aqui . Lá voce poderá comprovar o uso de palavras duras,que são assim concluídas:

Mas,a cada escândalo,mais se aprende sobre a destreza com que a bandidagem petista se apossa do dinheiro alheio para chegar lá - e se manter.



Os petistas adoram dar mil desculpas esfarrapadas para se justificar.Dizem que isto não é novo,que é eleitoreiro,que nada está provado e até que os outros também fazem.

A gente sabe que a corrupção é um mal que atinge todos os partidos mesmo. Mas a diferença é que ,NOS OUTROS,aparece algo aqui,outro ali. E neste maldito partido,a gente conta nos dedos quem são os honestos .

ACORDA POVO !!!


PAZ & BEM !!!