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quinta-feira, outubro 02, 2014

AS UVAS ESTÃO MADURAS







Na antiguidade, os habitantes das aldeias que se aglomeravam à beira dos rios,aprenderam que quando as formigas, deixavam suas casas era sinal de chuvas torrenciais.

Séculos depois, no saliente nordestino do Brasil, os homens do campo, aprenderam a ler os sinais da chuva, tomando por base a floração do mandacaru, ou o “canto” do sapo “cururu”.

No nosso Brasil de hoje, constatamos um festival de desorganização política e uma deliberada ação contra o “Estado Democrático de Direito,com “juristas” sob pretexto de defender o ato jurídico perfeito,se organizando acintosamente para respaldar, atos de vandalismo de terroristas do asfalto.Campeia a Impunidade enfraquecem o Estado.

Na gestão da coisa pública, afim de arrebanhar seguidores, aparelham-se os três níveis da Administração Pública,sabendo eles, que a contra partida, será o derramamento de sangue destes mesmos inocentes, que não antevêem a manobra torpe de usa-los como “bucha pra canhão”.Vendem-se por míseros 30 dinheiros, e colocam nossa liberdade em perigo. É o fomento do cultivo do ódio entre irmãos.

No campo econômico, as contas públicas vão de mal a pior, e,antevendo o caos plantado de propósito pelos radicais,e arautos do “tanto pior melhor”,contrariam os “ingênuos” do Banco Central , que teimam em imaginar usar de conhecimentos para retardar a débâcle financeira,causada pela má gestão e doações internacionais desautorizadas pelo Congresso Nacional e negócios escusos como a Abreu e Lima do ditador Hugo Chaves, mentor da Revolução Bolivariana. É o menosprezo destes sectários pelo Brasil e pelos brasileiros.

No campo das Relações Internacionais, se antes a gota d’água, foi a entrega da Ordem do Cruzeiro a sanguinários assassinos, hoje, temos vultosas somas tirando empregos de brasileiros e aplicadas no Porto de Mariel. Acordos secretos vencendo em 2032, que podem muito bem, ser tratados como assaltos aos cofres da nação, ou sentença de morte a milhares de brasileiros.É a insanidade concretizada por esquizofrênicos fanáticos a serem materializadas, por milhares de celsos daniels em nosso país.É o desrespeito à vida!

No Campo Político,presenciamos o país aliando-se a ditaduras sanguinárias,celebrando “acordos de cooperação sem o devido respaldo de nosso Congresso nacional,solapando a Democracia com ações do porte do decreto lei 8243.É a opção pela Ditadura !

Falta apenas um leve descuido, como qualquer irregularidade no pleito de outubro, contrariando a vontade popular,para desencadearmos a luta fratricida, destrancando os portões do inferno, fazendo emergir o ódio, acumulado e alimentado por 12 anos, desde a eleição de Lula.Será a vitória do radicalismo,sobre a ponderação,da improvisação e da ignorância sobre planejamento e a Educação.Será a escolha da opção pelo atraso.

Você pode plantar o que vc quiser, mais saiba que colherá apenas o que plantou.Que nos dizem estes sinais?Aproxima-se agosto, e delineia-se no horizonte político a perspectiva de que as coisas não caminharão como planejado pelo governo DILMA. Já falamos em quase tudo e o Arnaldo Jabor já escancarou que tudo já foi dito,os terroristas já foram apontados, os crimes desvendados mas os bandidos continuam soltos.

Que falta então a estes meticulosos Gramscistas fazer, para tomar de assalto as nossas liberdades individuais? Falta tocar algum “sininho”?Aguardam as uvas caírem nas mãos?

Embora também o Jabor já tenha dito tudo, creio que estes canalhas, que pregam a confrontação, tenham esquecido que quando a tampa do caldeirão do inferno em nosso país, se abrir,o que sairá de dentro não serão meros cadáveres e diabos comedores de crianças! Sairá muita lama que possivelmente retardará a caminhada rumo a execução da lição de casa deixada pela Alemanha para nós fazermos.Nada de citações piegas de que estaremos retardando o sonho de um Brasil melhor!A Alemanha deu a senha que teremos que seguir e agora não é mais questão de opção, é a única e possível trilha, que toda grande nação percorre antes de “surgir” para o mundo.



AO TRABALHO BRASILEIROS!

GRUPO GUARARAPES






PAZ & BEM !!!




quinta-feira, abril 04, 2013

O PUTZ DA IDIOTICE







Por Arnaldo Jabor


Caríssimos,


O holocausto de Santa Maria, ao contrário do que apregoam os babacas da subjetividade, não foi a vitória do Imprevisto sobre a Previsibilidade, nem a derrota da Precaução pelo Infortúnio. Foi, sim, a sobreposição da Idiotice sobre o Bom Senso e o triunfo da Ganância sobre a Burocracia.


Primeiro, a Idiotice se fez carne e habitou entre nós. Uma das tarefas mais simples de ser realizada é disseminar a Idiotice. Se vocês, caros putzeiros, olharem ao redor verão exemplos disso em cada esquina, em cada discurso de político, em cada propaganda de cosmético. Já assistiram um desfile de moda? São mulheres anoréxicas caminhando feito saracuras sequeladas de AVC, vestindo roupas desenhadas por bichas loucas que não seriam usadas nem por outras bichas mais loucas. Já viram o tal carnaval baiano? São milhares de retardados perseguindo, em ruas apinhadas de seus pares, caminhões carregados de pagodeiros ou seja lá quem forem, distribuindo milhares de decibéis, todos com o único objetivo de ficar bêbados o mais cedo possível e depois da ressaca dizerem que foi o carnaval mais arretado do milênio. Igual a espetáculo de rock: mais milhares de idiotas movidos a canabis e outras cositas, pulando feito jumentos com buscapés nos rabos, ao som de uma cacofonia infernal produzida por seis ou sete dementes com o uso de quatro acordes, que eles têm o desplante de chamar de música. Todo esse conjunto de estupidezes tem um único objetivo: convencer as pessoas que o que é moda é o melhor para elas, e que ’’estar por dentro’’ é a suprema felicidade, enquanto eles, os promotores da estupidez, forram a guaiaca com a grana dos felizes consumidores.


E aí chegamos nas baladas. Originariamente, nos séculos XIV e XV, a palavra referia-­‐se a uma obra musical de um só movimento, na qual uma voz aguda se destacava e duas outras vozes mais graves faziam as vezes de instrumentos musicais, quando não os havia. No Classicismo eram narrativas folclóricas arranjadas em composições. No Romantismo, Chopin chamou de baladas quatro de suas peças para piano e foi o primeiro a usar o termo para obras exclusivamente instrumentais, no que foi posteriormente seguido por Brahms, Grieg Liszt e Fauré. No século XXI, a balada sofreu uma metamorfose, e de expressão puramente artística, passou a designar uma espécie de reunião social hebefrênica, onde ninguém se conhece muito, mas todos usufruem do que de pior a espécie humana produziu um termos de entretenimento.


A balada contemporânea não é apresentada em ambiente de câmara, mas numa edificação chamada boate ou casa noturna, construída segundo os mais modernos conceitos de insalubridade. Normalmente as paredes são pintadas de negro, dando o clima dark, apreciado por onze entre cada dez frequentadores descerebrados. Embora a lei proíba o uso de cigarros e assemelhados no seu interior, ambos são consumidos, na proporção de dez assemelhados para cada cigarro. Caramelos contendo anfetaminas, ecstasy e outros estupefacientes são oferecidos à clientela. Para evitar as reclamações da vizinhança pelo ruído produzido, as paredes são forradas de espuma de borracha sintética recobertas de papelão, tudo altamente inflamável, como se recomenda a um bom inferninho.


Luz, há pouca. Apenas canhões de laser e alguns spots coloridos, alternando-­‐se com flashes como os de fotografia, que disparam continuamente, de modo a ninguém perceber pela visão que se passa a um metro do próprio nariz. Às vezes, para delírio de todos, o contínuo espocar dos flashes dispara um gatilho neurológico provocando uma convulsão epiléptica num dos baladeiros. Um outro artefato chamado Sputnik é responsável por uma imitação de fogo de artifício, produzindo faíscas altamente recomendáveis num ambiente inflamável. O tal Sputnik é uma espécie de morteiro que dispara acionado por uma faísca elétrica uma mistura de pólvora com areia refratária, atingindo a temperatura de até 3.000 graus centígrados. Levem em consideração que a platina funde a 1.750 graus e o carbono a 3.485, e verão a potência destrutiva do artefato usado por brincadeirinha.


O encarregado do barulho é um profissional altamente valorizado, conhecido pelas iniciais DJ. Nenhum dos frequentadores sabe o significado da sigla, mas todos sabem a função do DJ – produzir decibéis em quantidades amazônicas, de modo a saturar a audição dos prezados frequentadores e impedir qualquer tentativa de comunicação através da palavra. No mister de fazer barulho, conjuntos pseudomusicais chamados bandas apresentam-­‐se quando o DJ vai esvaziar o joelho ou descolar um baseado nas coxias. Como sói acontecer, tais bandas escondem sua absoluta falta de talento entoando a milhão músicas que ofenderiam a inteligência de uma marmota com tumor cerebral e apresentando efeitos luminosos e pirotécnicos que desviam a atenção de sua infeliz parafernália cacofônica.


A segurança dos inferninhos é feita por uns caras enormes, vestidos de preto, alguns usando óculos de sol às três da matina. São ex-­‐policiais normalmente expulsos das corporações, ex-­‐ presidiários ou lutadores de qualquer coisa. Sua função é a segurança, quer dizer, é segurar os consumidores que pretendem escafeder-­‐se sem pagar a conta (que aqui chamam de comanda). Por isso, as casas noturnas tem uma só saída, que é também a entrada, quando todas as legislações municipais obrigam a existência de saídas de emergência. Algumas chegam a ter uma sala para onde os fujões são levados e obrigados a pagar a conta na base da porrada ou coisa pior.


Proprietários de casa noturnas são uns caras da pior espécie. Como os banqueiros (de banco ou de bicho), seu negócio é ganhar dinheiro fácil e rápido, o que significa investir pouco e aplicar na bolsa (na bolsa dos outros, é claro). Investir pouco quer dizer pagar barato por materiais de terceira categoria e burlar ou comprar a fiscalização. Por isso, o revestimento da Kiss era de papelão e espuma de poliuretano, muitíssimo mais barato, por exemplo, do que o isolamento termoacústico não inflamável baseado em nanotecnologia. E revisar periodicamente os extintores de incêndio, nem pensar. Assim, a Ganância triunfou sobre a Burocracia. A espuma de poliuretano, quando queimada, libera uma mistura letal de cianetos, ácido clorídrico e monóxido de carbono. Nem os executores de Auschwitz fariam melhor.


A mesma ganância impulsiona os donos dessas arapucas a admitirem a entrada de quantas pessoas couberem no recinto. No caso da Kiss, a boate tinha uma área de 615 m2. E, segundo as estimativas havia no seu interior entre 1.500 e 2.000 pessoas. Façam a conta, por baixo: 615:1500 = 0,41, ou seja, cada pessoa dispunha de 0,41m2 para “divertir-­‐se”. Quer dizer um quadrado de 64 cm de lado!!! Se fossem 2.000 pessoas, o quadrado baixaria para 55 cm de lado.


Longe de mim criminalizar as vítimas, mas, pelas barbas do Profeta, o que leva alguém a frequentar um lugar onde dispõe de menos de meio metro quadrado, no escuro, sem poder falar, ter a audição lesionada por decibéis incontáveis, sem saída de emergência, respirando ar viciado e pagando 15 reais pela vagabunda e quente cerveja nacional?


A consumação da tragédia deu-­‐se por mais um ato de idiotice sem precedentes: acender um sinalizador num ambiente fechado. O resultado final foi o que se viu. 


Na contramão da tragédia, a petezada não se fartou de faturar. Dilma veio ao Rio Grande com a respectiva comitiva de sicofantas e apaniguados e exigiu “providências urgentes” no atendimento aos feridos. Imediatamente apareceram como por milagre respiradores, oxigenadores, médicos, enfermeiros, leitos hospitalares e tudo o mais que falta rotineiramente aos pacientes do SUS, bem como grana grossa à bolapé. Dilma não conteve abundantes lágrimas ao lado de Tarso et caterva, ao ver os até então 231 corpos atirados no chão de um estádio. Dilma é assim, tri­‐emotiva. Dilma choraria até desidratar-­‐se em lágrimas se visse alinhados como os imolados de Santa Maria:


Os 50.000 cidadãos que morrem por ano em acidentes de trânsito. Os 40.000 brasileiros que morrem por assassinato. E os 8.000 jovens que morrem por overdose.


Aí apareceriam verbas para as estradas, dinheiro para as cadeias e pena de morte para os traficantes. 


PAZ & BEM !!!